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Multifacetado e com alta qualificação, gestor tributário está mais apto a enfrentar desafios estratégicos
Entre as prioridades para os próximos dois anos, estão melhorar a qualidade técnica da equipe (75%), identificar novas oportunidades (73%) e aumentar a eficiência do compliance (59%)
 
Cada vez mais hábeis em transitar por diversos temas e áreas dos negócios, e capazes de atender ao rígido controle das autoridades fiscais e de lidar com as contínuas mudanças do ambiente regulatório, o gestor tributário vem elencando desafios de gestão entre as prioridades para os próximos anos. O estudo “Termômetro tributário 2015 – Tendências e desafios do profissional de impostos no Brasil”, desenvolvido pela Deloitte, traçou um panorama desse cenário. A pesquisa contou com 168 respondentes, dos quais 58% atuam na função de gerente. Das organizações participantes, um terço têm faturamento anual acima de R$ 1 bilhão, e 42% são de capital estrangeiro.
 
Entre as prioridades apontadas pelos entrevistados para os próximos dois anos, estão melhorar a qualidade técnica de sua equipe (75%), identificar novas oportunidades de planejamento tributário (73%), aumentar a eficiência do compliance (59%) e investir em qualificação pessoal (52%). Metade dos respondentes da pesquisa indica também que formar um sucessor está em seu planejamento, sinalizando que esperam ser promovidos ou assumir novos desafios na organização a curto prazo.
 
Já entre as principais atribuições do gestor tributário, hoje, as mais técnicas continuam a frente – empatadas em primeiro lugar, com 79%, estão atender fiscalização e aprovar decisões técnicas. As gerenciais, porém, vêm logo em seguida: contratar e demitir pessoas (77%), aprovar treinamentos (68%) e definir metas (66%). Por causa da presença de diversos aspectos gerenciais e da interação mais frequente com outras áreas, além da maior demanda por capacitação técnica, aumenta a cada dia a cobrança por habilidades de gestão de equipe.
 
“Os gestores da área tributária vêm buscando, continuamente, uma melhor qualificação. Do total de entrevistados, 83% possui pós-graduação ou mestrado em áreas como controladoria e finanças, direito tributário, contabilidade e gestão tributária, o que indica um perfil altamente capacitado desses profissionais”, aponta Marcelo Natale, sócio da área de Consultoria Tributária da Deloitte.         
 
O estudo também aponta relativa estabilidade entre esses profissionais que, em geral, ocupam o cargo há mais de três anos nas empresas. O número médio de funcionários da área tributária das empresas caiu significativamente – de 23 no ano passado para, agora, 14. Os setores de comércio, construção e serviços de transporte e logística são os que têm mais funcionários ocupando cargos na área de gestão tributária.
 
“É importante notar que, em vários grupos empresariais, a área tributária é distinta das áreas contábeis e de compliance, apesar de elas serem tipicamente mais numerosas, pois o departamento Tributário desempenha um papel mais consultivo do que operacional”, complementa Marcelo Natale.
 
Como em 2014, o estudo destaca a complexidade técnica da legislação como um dos desafios que mais aumentou no último ano para os gestores tributários. Em seguida, estão os aspectos relacionados ao tema de gestão de pessoas – necessidade de treinamento e de contratação de recursos externos. Esses indicadores reforçam a importância de investir em treinamentos para que os profissionais possam lidar com esse cenário tributário.