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Saiba como evitar lesões por falta de preparo físico durante o Carnaval 
A prática de alongamentos pode diminuir a incidência de lesões, mas no caso de indivíduos sedentários esses exercícios devem ser feitos com moderação
 
Já é Carnaval em Salvador e a folia toma conta da cidade. O coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Estácio da Bahia, Marcelo Lemos, dá algumas dicas para que os sedentários não sintam tanto os efeitos da festa.
De acordo com Lemos, o ideal é praticar exercícios regularmente como forma de prevenção às dores musculares e fadiga durante um período tão intenso quanto o Carnaval. O professor recomenda realizar alongamentos leves antes e depois das atividades. “A prática de alongamentos pode diminuir a incidência de lesões, mas no caso de indivíduos sedentários esses exercícios devem ser feitos com moderação e sempre com o uso de um tênis apropriado para minimizar os impactos no corpo. Lembrando que o tênis deve ser usado não só para a prática do exercício como também para pular o Carnaval”, aconselha.
O consumo de álcool associado às altas temperaturas pode causar desidratação. Por isso, o especialista afirma que é muito importante consumir bastante água a fim de evitar este problema.
Lemos também chama a atenção para o uso indiscriminado de isotônicos e energéticos. “Isotônicos tem a propriedade de repor alguns eletrólitos que são perdidos com o suor intenso e o energético possui substâncias que minimizam a fadiga muscular e colocam o indivíduo em estado de alerta, porém o consumo dessas substâncias associadas ao álcool pode trazer prejuízos à saúde, ressaltando que estas bebidas não substituem o consumo de água. O ideal é que essas substâncias não sejam consumidas em excesso, principalmente por indivíduos sedentários” alerta.
O professor afirma que uma alimentação adequada e repouso também são importantes para evitar a fadiga muscular. “Fazer uso de alimentos ricos em carboidratos e dormir aproximadamente oito horas nos intervalos da folia ajudam a repor a energia perdida”, diz Lemos.