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Professora Estácio FIB dá dicas de como manter uma alimentação saudável durante a gravidez
Doutora em nutrição pediátrica, Carla Danusa dá algumas dicas de como uma boa alimentação pode ajudar no desenvolvimento do bebê, prevenindo futuras doenças.
 
Uma dieta balanceada e rica em nutrientes é fundamental em qualquer fase da vida, mas durante a gravidez os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. A doutora em nutrição pediátrica e professora do curso de Nutrição da Estácio FIB, Carla Danusa, dá algumas dicas de como uma alimentação saudável pode ajudar no desenvolvimento do bebê, prevenindo futuras doenças.

De acordo com a professora, as gestantes devem fazer as refeições em intervalos regulares e incluir variedades de frutas, raízes, tubérculos, leguminosas, folhosos, laticínios, grãos integrais, ovos e carnes. Ela recomenda que durante a gravidez, o consumo de alimentos embutidos e industrializados deve ser evitado. “Deve ser desencorajado o consumo de hambúrguer, batata frita, cachorro-quente, frituras e outros alimentos industrializados, porque normalmente apresentam um teor elevado de sódio e de gorduras saturadas”, afirma.

Outros alimentos que não devem ser consumidos durante a gravidez são balas, doces e refrigerantes, além das bebidas alcoólicas que devem ser totalmente excluídas. Carla também chama a atenção para o uso de produtos com a denominação diet e light. “Devem ser evitados também alimentos com adição de edulcorantes e produtos diet e light, porque alguns adoçantes artificiais são prejudiciais à saúde do feto e não devem ser consumidos durante a gestação”, alerta.

A nutricionista conta que apesar do uso de complementos vitamínicos ter se tornado uma prática comum, o ideal é que as recomendações nutricionais sejam obtidas a partir de uma dieta variada e bem equilibrada. “As únicas recomendações oficiais para a suplementação durante a gravidez são as propostas pelo Ministério da Saúde, que recomenda a utilização de dose profilática de ferro e ácido fólico”, diz. “Contudo, a suplementação de outros nutrientes pode ser necessária como no caso de mulheres com dietas restritivas como no caso das ovolactovegetarianas que devem receber suplementação de vitamina B12”, complementa.

Segundo a doutora, é um mito dizer que as grávidas devem comer por duas pessoas. Ela ressalta que o consumo alimentar excessivo durante a gestação pode, inclusive, ser prejudicial à saúde da mãe e do feto. “O ganho de peso excessivo está associado ao aumento do risco de complicações obstétricas, hipertensão e diabetes gestacional”, destaca.

Sobre o ganho de peso durante a gravidez, a professora diz que depende do estado nutricional e pré-gestacional. “Uma mulher que iniciou a gestação com um adequado índice de massa corporal deve ganhar entre 11,5 e 16,0 Kg, porém essa estimativa pode mudar se inicialmente ela apresentava baixo peso ou excesso de peso. Por isso a importância de se fazer avaliação individualizada e o acompanhamento sistemático do peso durante o pré-natal”, explica.

Alimentação para lactantes – Outra fase que merece cuidado com a dieta é a lactação. Carla afirma que durante esse período, além de manter uma alimentação saudável é necessário aumentar o consumo de líquidos, limitar o consumo de cafeína e evitar álcool e fumo.

De acordo com a professora, não existe evidência científica para afirmar que determinado alimento possa ajudar na produção do leite. “O principal fator relacionado ao aumento da produção do leite materno é o estímulo à sucção. Portanto, quanto mais a criança mamar, mais leite será produzido”, destaca.

A nutricionista conta que não há uma lista de alimentos proibidos durante a lactação, por causar algum tipo de sintoma no bebê. Ela recomenta observar as reações do recém-nascido para poder adequar à dieta da mãe. “Cada bebê reage de maneira diferente à amamentação e é impossível saber previamente quais são os alimentos que causam choro, irritabilidade, gases e reações alérgicas”, afirma.

Algumas mães relatam uma ocorrência maior de reações nos bebês com a ingestão de determinados alimentos como: brócolis, couve, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho, nabo, mostarda e outras hortaliças, além dos pimentões e pepino. Esses alimentos podem alterar o sabor do leite, causar a formação de gases ou irritação em alguns bebês.

O chocolate pode causar irritabilidade e aumentar o peristaltismo intestinal do bebê e consequentemente o amolecimento das fezes. “O consumo deve ser ocasional e moderado para todas as pessoas e a lactante não é uma exceção”, diz.

As leguminosas como feijões, grãos, favas e lentilhas podem causar a formação de gases em certos bebês. Caso isso ocorra, a nutriz pode, inicialmente, variar a qualidade, reduzir a quantidade e fracionar entre as refeições o consumo dos alimentos deste grupo. Se não houver resultados positivos, pode ser necessário deixar de consumi-los temporariamente.

“O melhor a fazer é comer de maneira variada e saudável durante a amamentação. Se observar alguma reação, evitar ingerir o alimento “suspeito” e observar o comportamento do bebê. Alguns alimentos podem causar reações no início da amamentação, mas depois de uns meses não apresentarem o mesmo efeito, por isso devem ser novamente experimentados” ressalta.