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Receita dos 250 maiores varejistas do mundo supera US$ 4,3 trilhões
Única brasileira no relatório, Lojas Americanas ocupa a 162º posição no ranking.

A receita dos 250 maiores varejistas do mundo superou US$ 4,3 trilhões no último ano fiscal encerrado (de junho de 2012 a junho de 2013), de acordo com o relatório Global Powers of Retailing 2014, da Deloitte, realizado em conjunto com STORES Media. Pela primeira vez, o relatório traz também a lista das 50 maiores varejistas online do mundo e constatou que 3/4 delas (39 empresas) estão presentes entre as 250 maiores.

Entre os varejistas brasileiros, apenas as Lojas Americanas estão entre as 250 e ocupa o 162º lugar no ranking geral. Considerando as empresas da América Latina, a companhia fica em 5º lugar com faturamento de US$5,835 milhões. O Grupo Pão de Açúcar, que até então fazia parte do ranking como empresa brasileira, agora figura entre os números da varejista Casino (20ª posição), já que suas operações foram incorporadas à rede francesa.

“A presença ainda tímida de varejistas brasileiros no histórico do levantamento pode ser explicada paradoxalmente pela própria força do mercado interno local, que cresceu muito nos últimos anos, atraindo a atenção de grandes redes internacionais. Esses competidores estrangeiros, pelo porte e capacidade de investimento, acabam dominando as oportunidades no Brasil e diminuindo o potencial de varejistas locais de se destacarem”, afirma Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.

Saad completa a análise enfatizando um fenômeno sócioeconômico que pode ajudar a mudar esse cenário a partir de agora. “Pela atual situação econômica do país é possível que haja arrefecimento do interesse das redes globais no Brasil, gerando assim novas oportunidades para os varejistas nacionais. Estes empresários já conhecem bem a natureza do nosso mercado. Além disso, vivenciamos ainda uma dificuldade das redes brasileiras se internacionalizarem, o que nos ajuda a entender também o porquê de contarmos apenas com uma empresa no ranking deste ano”, completa.

Os varejistas baseados em mercados emergentes mantiveram uma forte demanda dos consumidores no último ano fiscal. Eles foram responsáveis por mais da metade (26) dos 50 varejistas que mais cresceram no ano fiscal de 2012.

Já os europeus enfrentaram mais um ano difícil. A crise de crédito no continente resultou em um baixo crescimento dos países e uma consequente alta do desemprego. Esse cenário impactou o varejo. As empresas com sede na Alemanha e, em particular
no Reino Unido, apresentaram desempenho menor comparado aos 250 maiores varejistas da região.

Nos Estados Unidos o crescimento foi de 4,3% contra 6,3%. E ainda há sinais de melhora que já podem ser observados: o aumento real da renda aliada a baixa inflação, melhorias no mercado de trabalho e a queda na dívida do consumidor vêm fazendo com que a curva de crescimento dos gastos do consumidor esteja em um contínuo crescimento.

E-commerce auxilia na venda dos grandes varejistas

A pesquisa trouxe destaque para o e-commerce. Pela primeira vez o ranking apresentou as top 50 do varejo online. A modalidade de venda foi responsável por uma parcela significativa no total da receita do varejo, respondendo, em média, por quase 1/3 das vendas nas empresas. A maioria dos varejistas listados no ranking dos 50 maiores em e-commerce (42 empresas) possuem multicanais de vendas, apenas oito são empresas que atuam exclusivamente na web. Estas empresas estão localizadas nos Estados Unidos (28) e na Europa (17). Apenas cinco atuam em mercados emergentes, onde o Brasil está com duas empresas: Lojas Americanas e grupo Hermes (comprafacil.com.br), nas 15ª e 45ª posições respectivamente.

A lista dos 10 maiores varejistas do mundo
Uma grande movimentação ocorreu entre os 10 maiores varejistas: apesar do Walmart aumentar ainda mais sua liderança, o Carrefour perdeu a vice-liderança após desmembrar a rede “Dia”. A rede Tesco assumiu a nova posição. Além disso, a Target entrou pela primeira vez no Top 10, substituindo a Walgreens. Com o dólar mais forte, a Home Depot passou à frente da Aldi. Por fim, após mudanças nas operações, com a venda de algumas operações, o Metro caiu do quarto para o sétimo lugar.