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A internet será o canal mais utilizado para as compras neste Natal
Professor da Estácio FIB alerta que o cliente tem até sete dias para devolver produtos comprados pela web que não atendem às expectativas

Pela primeira vez a internet será o canal mais utilizado para as compras de Natal, segundo a pesquisa “Natal 2013 – Revelações sobre os hábitos dos consumidores brasileiros”, realizada pelo quarto ano consecutivo pela Deloitte. Pouca gente sabe, mas quem comprar presentes de Natal em sites de comércio eletrônico, catálogos, revistas ou mesmo em programas de televendas tem até sete dias para se arrepender. O alerta é do advogado e professor de Direito do Consumidor da Estácio FIB, Alexandre Almeida.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, preços baixos, praticidade e frete grátis são os principais atrativos para tornar a internet o canal de compras mais atraente neste Natal, para 64% dos entrevistados. As lojas de departamentos aparecem em segundo lugar na preferência (61%), seguidas pelos shoppings (56%). Em 2012, a pesquisa apontou as lojas de departamentos como o canal preferido (51%), seguidas pelos shoppings (50%) e pela internet (47%).

O professor da Estácio FIB alerta que se o consumidor não ficou satisfeito com o produto comprado pela internet, se não era bem o que parecia na foto ou na descrição, pode recorrer ao direito de arrependimento. “O Código de Defesa do Consumidor garante a possibilidade de o consumidor se arrepender da aquisição de um produto ou serviço, quando a transação ocorrer fora do estabelecimento comercial”.

Ao devolver o produto no prazo de sete dias, considerando a data do recebimento, o consumidor terá direito a ter o dinheiro de volta. “Vale a pena lembrar que não é preciso identificação de qualquer defeito, bastando o consumidor não estar satisfeito com o produto ou serviço adquirido”, destaca o especialista em Direito do Consumidor.

Cuidados na hora de comprar pela internet

Além de pesquisar preços e optar por frete grátis, é melhor comprar em sites de empresas e marcas que estejam associadas à qualidade e confiabilidade. “É melhor escolher quem tem habitualmente uma política de respeito ao consumidor. Brigar por preço é importante, no entanto, o pós-venda, a rede de assistência técnica e a credibilidade de um fornecedor são essenciais”, alerta o professor da Estácio FIB.

Almeida lembra ainda que é importante ficar atento ao prazo de entrega da mercadoria. “Em se tratando de produtos que serão entregues no domicílio, é interessante exigir do fornecedor uma garantia da data de entrega, para não receber o presente depois do Natal”, diz.

Consultar o site do Procon

Antes de comprar bens duráveis, por exemplo, vale a pena consultar o site do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Procon (http://www.sjcdh.ba.gov.br/procon.htm), no qual há registros de reclamações de clientes. Se a empresa é alvo de queixas frequentes em relação a produtos ou serviços, o presente do papai Noel pode se transformar em um problema.

Anualmente, o Procon divulga uma lista das empresas campeãs no ranking de reclamações. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura que o cliente tem um prazo de 30 dias para reclamar no caso de avarias em produtos não duráveis e 90 dias em
produtos duráveis.